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Enxaqueca x alimentação

Cardápio muito gorduroso e industrializado está entre as causas que podem ativar forte dor de cabeça a quem tem pré-disposição ao problema

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Na lista dos problemas de saúde mais comuns do brasileiro está uma doença neurológica capaz de tirar qualquer um do eixo. A persistente enxaqueca tem se mostrado tão presente nos dias de hoje que ela chega a atingir uma a cada cinco pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa forte dor de cabeça, que às vezes é acompanhada por tonturas, enjoos, vômitos e até dormências no corpo, tem causas que podem começar na mesa, e muita gente nem percebe isso.

É claro que cada indivíduo precisa checar as origens do problema, pois não quer dizer que um único ingrediente seja o causador do incômodo, mas, sim, seu possível ativador em meio a todo um estilo de vida. Tabagismo, sedentarismo, estresse e obesidade formam esse contexto nada perfeito para a enxaqueca tomar conta, geralmente perto da região dos olhos. É quando o óbvio se faz presente, com mudanças que podem começar no cardápio certo para cada refeição. Segundo a nutricionista Natália Alcântara, os itens que devem ser observados com atenção incluem, por exemplo, aqueles com alto teor de cafeína, porque eles elevam a pressão arterial por meio da contração dos vasos sanguíneos. Inclui café, chás pretos e refrigerantes. Mas essa lista está só no começo.

“Cuidado também com as bebidas alcoólicas em geral, pois elas têm histamina e tiramina, que podem desencadear ou piorar o quadro da dor de cabeça. Já no dia a dia, é bom ficar atento com o consumo elevado de manteiga, carnes gordas, frituras, doces, requeijão, leite integral e seus derivados, pois as gorduras contidas nesses alimentos têm proteínas alergênicas. Isso sem falar ainda nos alimentos ricos em farinha de trigo refinada, como pães e bolos”, explica. Sobre esses últimos pontos, ela lembra a presença de glúten e lactose que, para os mais sensíveis a eles, pode ser um grande catalisador do problema.

Para se ter ideia do quanto essa relação com a comida é forte, estudos da Universidade de York, no Reino Unido, apontaram que os participantes que mudaram seus hábitos alimentares, diminuindo ou eliminando certos consumos, melhoraram os sintomas de dor de cabeça forte depois de um mês. No entanto, além de se preocupar com o que vai ao prato, a orientação é para as pessoas também evitarem os períodos de jejum, porque eles costumam iniciar a cefaleia.

“Por outro lado, existem alguns alimentos que ajudam a evitar a enxaqueca, como vegetais folhosos, grãos integrais, aveia e derivados. Por terem magnésio, eles reduzem o espasmo dos vasos arteriais e relaxam a musculatura tensionada. Destaque ainda para verduras, feijão, ovos, carnes, aves e pescados, pois esses alimentos contêm triptofano, um aminoácido que age como neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar e que reduz a ansiedade”, aconselha a nutricionista, que ainda reforça a importância de consumir linhaça, por exemplo, e outros itens com ação anti-inflamatória.

 

Matéria: Edi Souza atualizado em 27/05/17, Folha de Pernambuco

Foto: Foto: Arte/Folha de Pernambuco

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